sexta-feira, 14 de agosto de 2015

não falo não grito espero minha vez

um assustado modo de caminhar. Não é sedado nem rígido. É organismo brigando com organismo. Guerra sobre meus pés. Deitar é preciso, esperar é ____________ por diferença sou acudido numa dança - um pra lá, vocês pra cá. Chá de clorofila com os rasgos de hoje cedo. Esperar é da natureza. Quantas palavras saem da minha boca? 
DESCER UM ABISMO
Calmamente o corpo volta para o lugar. Joguei a terapia para o ar. A cor nunca é a mesma. É de se cometer suicídio! Leve-me para um ar mais denso. A luz agora bate aos olhos e todos da sala de exposições fingem um compromisso, o fotógrafo chega tarde para construir seus monumentos e esculturas da eternidade. Resta-lhe entre os dedos uma única luminosidade, que ele solta devido a coceiras. A luz percorre as escadarias, o amarelo rasga da nuca ao cóccix. Todos sangram para aquele da foto.

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